Pórtico
Pórtico
Diagrama de um templo com a localização do pronaos em destaque
Em arquitetura, um pórtico é local coberto à entrada de um edifício, de um templo ou de um palácio. Pode se estender ao longo de uma colunata, com uma estrutura cobrindo uma passarela elevada por colunas ou fechada por paredes. A idéia apareceu na Grécia antiga e influenciou diversas culturas, incluindo a maioria das ocidentais. O pórtico tem, geralmente, dimensões menores que um portal.
Alguns exemplos famosos de pórticos são o Pórtico Leste do Capitólio dos Estados Unidos, e o pórtico que adorna o Panteão, em Roma.
A cidade de Bolonha, na Itália, é muito famosa por seus pórticos. No total, existem lá mais de 45 quilômetros de arcadas, 38 só no centro da cidade. O pórtico mais comprido do mundo, com cerca de 3,5 km, vai dos limites da cidade até o Santuário da Madonna de San Luca.
O pronau é a área interna de um pórtico em um templo grego ou romano, situado entre a colunata ou as paredes do pórtico e a entrada da cella, ou santuário. Os templos romanos costumavam ter um pronau aberto, quase sempre somente com colunas e sem paredes, e este pronau podia ser tão longo quanto a cella. A palavra pronau (pronaos em grego) significa "diante do templo"(naos). Em latim o pronau podia ser chamado de anticum ou prodomus.
Tipos de pórtico
Os diversos tipos de pórtico recebem os respectivos nomes de acordo com o número de colunas que elas possuem.
Tetrastilo
O tetrastilo tem quatro colunas; era comumente empregado pelos gregos e pelos etruscos para pequenas estruturas tais como edifícios públicos e altares anfipróstilos.
Os romanos favoreciam o uso do pórtico de quatro colunas em seus templos pseudoperípteros, tais como o Templo de Portuno, e para anfipróstilos como o Templo de Vênus e Roma, e para prostilos de grandes edifícios públicos como a Basílica de Constantino.
Hexastilo
Hexastilos tinham seis colunas e eram a fachada padrão da arquitetura dórica canônica na Grécia antiga entre o período arcaico (600–550 a.C.) até o chamado Século de Péricles (450–430 a.C.)
Hexastilo grego
Alguns exemplos conhecidos de templos hexastilos gregos no estilo dórico clássico:
- O grupo de templos em Paestum, que compreende o templo de Hera (c. 550 a.C), o templo de Apollo (c. 450 a.C), o primeiro templo de Atena ("Basílica") (c. 500 a.C) e o segundo templo de Hera (460–440 a.C)
- O templo de Atena Aféia ("a invisível") em Égina c. 495 a.C
- O templo E em Selinunte (465–450 a.C) dedicado a Hera
- O templo de Zeus em Olímpia, atualmente em ruínas
- O templo F, chamado de "Templo da Concórdia", em Agrigento (c. 430 a.C), um dos mais bem-preservados templos gregos, que mantém ainda quase todo o seu peristilo e seu entablamento.
- O "templo inacabado" de Segesta (c. 430 a.C)
- O Templo de Hefesto, ao pé da Acrópole de Atenas, conhecido como "Teseu"(449–444 a.C), também um dos templos gregos mais bem-preservados)
- O templo de Posêidon no cabo Súnion (c. 449 a.C)
Hexastilos também eram usados em templos jônicos, como o prostilo do santuário de Atena no Erectéion, na Acrópole de Atenas.
Hexastilo romano
Com a colonização do sul da Itália pelos gregos, os hexastilos foram adotados pelos estruscos e adquiridos subsequentemente pelos romanos. O gosto romano preferia edifícios pseudoperipterais e anfiprostilos com colunas altas, elevadas em pódios para obter o acréscimo de pompa e grandiosidade que a altura considerável gerava. A Maison Carrée em Nîmes, na França, é o hexastilo romano mais bem-preservado a ter sobrevivido da Antiguidade Clássica.
Octostilo
Octostilos eram edifícios com oito colunas; eram consideravelmente mais raros que os hexastilos no cânone arquitetônico clássico grego. Os edifícios octostilos mais conhecidos a terem sobrevivido desde a Antiguidade são o Partenon de Atenas, construído durante o chamado Século de Péricles (450–430 a.C), e o Panteão, em Roma (125 d.C.).
Decastilo
O decastilo apresenta dez colunas, como no templo de Apolo Didimeu em Mileto e no pórtico da University College de Londres.
